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janeiro 30, 2006
Tesouros sarmentinos: (1) A Pedra Formosa
A Pedra Formosa é o ex-libris da Sociedade Martins Sarmento. É um monumento singular, baptizado pelo povo de Briteiros por causa da beleza da sua ornamentação. Ao longo de muitas décadas, o mistério que a envolvia alimentou aceso debate entre os especialistas acerca da sua natureza e função.
É um monólito de granito lavrado há uns três mil anos, com quase três metros de largura e mais de dois de altura. Apesar das suas dimensões e peso, calculado em mais de cinco toneladas, já foi objecto de várias trasladações. Segundo a tradição, a primeira ocorreu quando foi levada à cabeça, desde o alto da Citânia até ao adro da Igreja de Santo Estêvão de Briteiros, por uma moura fiandeira.
Sabe-se agora que a Pedra Formosa fazia parte da estrutura de um balneário composto por três espaços distintos: átrio com um tanque onde caía a água corrente, destinado a banhos frios, antecâmara de transição e câmara para banhos de vapor, tipo sauna. O vapor era produzido lançando água sobre seixos previamente sobreaquecidos num forno adjacente a esta última câmara. A Pedra Formosa erguia-se entre a antecâmara e o espaço da sauna, permitindo o acesso através da pequena abertura semicircular situada na sua base, concebida de modo a evitar a fuga de calor, mas suficiente para permitir a passagem de uma pessoa.
As “pedras formosas” são, pela sua importância material e simbólica, os achados mais valiosos que os arqueólogos podem encontrar nas ruínas dos velhos castros. Já se conhecem umas quantas. Mas a que hoje se pode ser admirada no Museu da Cultura Castreja, em S. Salvador de Briteiros continua a ser ‘a’ Pedra Formosa: a maior, a mais bela, a que precedeu e deu o nome a todas as outras.
Informações sempre actualizadas em: http://pedraformosa.blogspot.com/
Publicado por Sociedade Martins Sarmento às janeiro 30, 2006 02:08 PM
